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Linux e Mac são imunes a vírus?

Que existe uma infinidade de vírus e ameaças virtuais para computadores rodando Windows, todo mundo está cansado de saber. Mas ainda tem muita gente que acha que máquinas com sistemas operacionais da Apple ou mesmo Linux estão imunes a essas pragas.

O Windows – por ser o sistema mais utilizado em todo o mundo – ainda é a plataforma que atrai mais ataques. Mas o risco tem crescido também para os Macs. A plataforma se torna cada vez mais alvo dos criminosos à medida em que dispara o número de usuários. Hoje existem muitos vírus e códigos maliciosos específicos para atacar os usuários dos computadores da Apple. Segundo levantamento da empresa de segurança Symantec, só no ano passado, dez novas famílias de malwares foram desenvolvidas exclusivamente para Macs.

E exatamente por a maioria de usuários de Mac ainda acreditar estar imune – e não usar softwares de segurança – eles se tornam uma porta de vulnerabilidade muito grande. E, depois de infectado, a remoção do vírus é bastante complicada.
“O Mac teve um crescimento de vírus muito grande no ano passado, e um exemplo dessa ameaça foi a Flashback, que em pouco tempo identificou mais mil Macs. O problema é que muitos destes usuários não têm antivírus instalado”, afirma Vladimir Amarante, gerente de engenharia / Symantec.

Bom, e se alguém ainda acha que sistemas Linux são 100% seguros, se engana! A plataforma de código aberto também vem sendo explorada pelos criminosos, mas de uma forma um pouco diferente. Enquanto PCs e Macs são mais utilizados pela grande massa, computadores com Linux são mais usados por usuários avançados ou empresas. E outra tendência identificada e que cresceu bastante é o ataque a servidores baseado em Linux.

Como a maioria dos servidores rodando Linux é desprotegida, acaba se tornando um alvo fácil. Mas eles são atacados de outra forma…
“Não objetivando atacar o Linux ou colocar códigos maliciosos nele, mas colocar numa página que está hospedada neste Linux, usuários de Mac e principalmente Windows, para que quando esses usuários acessam servidores Linux, teriam ali código malicioso útil para infectar”, diz Amarante.

Outro mito era que, em Linux, para algo se instalar – como um vírus, por exemplo – é necessária a autorização pelo usuário. Com configurações de segurança, o privilégio de senhas para instalar qualquer coisa – que também existe em Macs e PCs – hoje não impede mais que uma máquina seja infectada.

“Com a execução automática, pode ser simplesmente um acesso a um site, e o próprio conteúdo da página, inserido por um atacante, explora as vulnerabilidades do navegador do usuário e executa o malware na página dele”.

Resumindo, independente do sistema operacional que você utilize, é bom se prevenir e investir em segurança. Os criminosos são criativos e lançam novas formas de ataque constantemente. A maior tendência é a estratégia chamada “Water Hole” – em português, poço d’água. O malware se instala um site legitimo e toda vez que alguém acessa a página é automaticamente infectada pelo vírus. Além disso, às vezes esses grupos criminosos compram anúncios legítimos em sites de grande acesso e o link dessa promoção leva para um site com o código malicioso instalada; mesma história.

Outra forma de ataque que surgiu recentemente é a chamada “ransomware”, mas que pode ser entendida como um sequestro da máquina. Os criminosos invadem seu equipamento, bloqueiam o acesso através de uma senha criptografada e exigem seus dados do cartão de crédito para liberar o uso do equipamento. Pode parecer exagero, mas só no ano passado, 10 milhões de reais foram extorquidos de vítimas em todo o mundo.
“A ideia de que a gente precisa de uma lista de vírus para pegar as ameacas já não dá para acompanhar mais. Tem várias tecnologias complementares às que já existiam antes com detecção de intrusos obtida para trazer mais segurança.

E você, independente do equipamento ou sistema operacional que estiver usando, está seguro? Nos links que seguem abaixo do vídeo desta matéria, você vai descobrir que o só o antivírus não é mais suficiente; e também aprenda a se proteger melhor na internet. Confira e mantenha-se seguro!

Fonte: Olhar Digital

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