REVIEW REDMI 2

Testamos o Redmi 2, smart de estreia da Xiaomi no Brasil. Com boa duração da bateria e sistema operacional diferenciado, o investimento de R$ 549 pode valer a pena. Confira nosso review.

O Redmi 2, smartphone “baratinho” da Xiaomi, foi o smart escolhido pela companhia chinesa para estrear no Brasil. Com preço sugerido de R$ 549, boa duração da bateria e interface diferenciada, o celular parece estar preparado para bater de frente com concorrentes já populares entre os brasileiros, como o Moto E e o Galaxy Win 2. O desempenho, porém, deixa a desejar. Testamos o aparelho e mostramos se vale a pena arriscar. Confira.

Design

O Redmi 2 é um celular que não chama muito a atenção. Seu design é simples e discreto, o revestimento é de plástico, com traseira metalizada e fosca. Para parte detrás, existem disponíveis mais quatro variações de cor, além da cinza que testamos: verde, rosa, amarela e branca. Essas cores tiram o ar comum do celular e são um diferencial atrativo para atingir usuários com diferentes gostos.

A tela do Redmi 2 tem resolução HD, com 1280 x 720 pixels (Foto: Luana Marfim/TechTudo)
A tela do Redmi 2 tem resolução HD, com 1280 x 720 pixels (Foto: Luana Marfim/TechTudo)

O gadget tem um formato reto e dimensões que facilitam a pegada. São 134 mm de altura, 67,21 mm de largura e 9,2 mm de espessura. Na frente, o aparelho conta com três botões vermelhos, porém discretos. Há ainda, na parte da frente, um pequeno LED de notificações que exibe uma cor diferente para cada tipo de aviso.

Tela

O Redmi 2 em proteção AGC Dragon Trail na tela, mas sofreu arranhões facilmente (Foto: Luana Marfim/TechTudo)
O Redmi 2 em proteção AGC Dragon Trail na tela, mas sofreu arranhões facilmente (Foto: Luana Marfim/TechTudo)

A tela do Redmi tem 4,7 polegadas e as cores do display são vivas e bem realistas. O celular tem resolução HD (1280 x 720 pixels), e 321 ppi.  Para um smart de entrada, ele surpreende no quesito qualidade de imagem. Suas especificações são bem superiores às do Moto E e do Galaxy Win 2, que, para efeito de comparação, não chegam a ser HD.

No quesito sensibilidade, entretanto, a tela do smart perde pontos por ser pouco precisa. Ao manusear o celular é comum abrir aplicativos que não foram selecionados intencionalmente – o que torna o uso bastante incômodo.

O Redmi 2 tem formato reto e dimensões que facilitam a pegada (Foto: Luana Marfim/TechTudo)
O Redmi 2 tem formato reto e dimensões que facilitam a pegada (Foto: Luana Marfim/TechTudo)

Fora isso, um defeito grave é a resistência da tela. Durante pouco mais de duas semanas de teste, o Redmi ficou com o display bastante arranhado. Os “machucados” na tela apareceram após o celular ter sido guardado em uma bolsa, junto com outros objetos – o que não caracteriza uso intenso ou descuido. A companhia afirma que o celular tem proteção AGC Dragon Trail, super resistente à riscos. No entanto, não notamos essa proteção surtir efeito. Outro ponto negativo é que o display se suja (fica com marcas de dedos) muito facilmente.

Sistema Operacional

Os smartphones da Xiaomi vêm equipados com uma interface customizada do Android, a MIUI. Normalmente, modificações no sistema do Google não agradam os usuários, mas o MIUI 6, sistema operacional do Redmi 2, é uma boa surpresa. Com um visual agradável, a fabricante conseguiu atingir um aspecto leve e limpo. Além disso, foram adicionados bons recursos como um otimizador de memória RAM no botão virtual do aparelho.

MIUI, interface da Xiaomi, é baseada em Android, mas se parece com o iOS (Foto: Luana Marfim/TechTudo)
MIUI, interface da Xiaomi, é baseada em Android, mas se parece com o iOS (Foto: Luana Marfim/TechTudo)

Uma curiosidade: a interface da Xiaomi é muito semelhante ao iOS, sistema operacional da Apple. Ícones de apps, animação de transição de tela e até o visual da câmera são apenas alguns exemplos de onde a inspiração, ou cópia, é gritante. Essa aposta pode ser positiva ou negativa: depende do gosto do usuário.

Câmera

A celular tem uma câmera frontal que segue a moda das “fotos perfeitas”. Embora conte com apenas 2 megapixels, ela tem um recurso de embelezamento facial que “adivinha” a idade do usuário e os seleciona filtros ideais para sua faixa etária. A qualidade das imagens capturadas, no entanto, é baixa e não vai agradar os usuários mais exigentes.

A câmera traseira do Redmi 2 tem 8 megapixels e fotografa bem (Foto: Luana Marfim/TechTudo)
A câmera traseira do Redmi 2 tem 8 megapixels e fotografa bem (Foto: Luana Marfim/TechTudo)

Já câmera traseira tem 8 megapixels, três a mais que seus concorrentes Moto E e Galaxy Win 2, e fotografa bem. Um diferencial dela é o atalho para tirar fotos com HDR (High Dynamic Range, Alto Alcance Dinâmico, em tradução livre), que ajuda a fazer imagens em lugares com diferentes luminosidades. Curiosamente, esse atalho também está disponível em iPhones mais recentes.

Desempenho

O gadget foi equipado com um processador Qualcomm Snapdragon quad-core 1.3 GHz, tem 1 GB de memória RAM e 8 GB de memória interna. Essas configurações são próximas às do Moto E e idênticas as do Galaxy Win 2, mas o desempenho parece ser bem inferior ao dos concorrentes. O celular levou mais tempo que o comum para abrir aplicativos simples como Facebook ou mesmo o rádio.

O Redmi 2 tem 1 GB de memória RAM e 8 GB de memória interna (Foto: Luana Marfim/TechTudo)
O Redmi 2 tem 1 GB de memória RAM e 8 GB de memória interna (Foto: Luana Marfim/TechTudo)

Fora do Brasil, o Redmi 2 está disponível em duas opções: uma com 1 GB de memória RAM e 8 GB de memória interna e outra com 2 GB de memória RAM e 16 GB internos. Talvez, na versão mais potente, a lentidão para abrir aplicativos diminua. Mas, infelizmente, ela não está disponível em mercado nacional.

O Redmi 2 é dual SIM e tem conectividade 3G e 4G nos dois espaços para chip. A memória interna pode ser expandida para até 32 GB com cartão microSD.

Bateria

A bateria do Redmi 2 tem capacidade de 2.200 mAh (Foto: Luana Marfim/TechTudo)
A bateria do Redmi 2 tem capacidade de 2.200 mAh (Foto: Luana Marfim/TechTudo)

A bateria é um ponto positivo do Redmi 2. Em média, com uso moderado, o celular aguentou um dia inteiro, sendo preciso realizar recarga só na manhã seguinte. Mesmo para um gadget novo, a autonomia do celular surpreendeu. Em números, são 2.200 mAh.

Custo-benefício e disponibilidade

O celular custa R$ 549. Suas especificações o colocam frente a frente com boas opções de smartphones de entrada. Mas, pelo preço, o Redmi 2 está entre os melhores custo-benefício da categoria. A qualidade da tela, a bateria com boa duração e a câmera melhor que de outros gadgets na mesma faixa de preço são seus destaques. Mas vale lembrar que o celular não vem com fones de ouvido na caixa. O usuário vai precisar comprar o acessório separadamente.

O Redmi 2 custa R$ 549 e parece estar preparado para enfrentar os concorrentes nesse valor (Foto: Luana Marfim/TechTudo)
O Redmi 2 custa R$ 549 e parece estar preparado para enfrentar os concorrentes nesse valor (Foto: Luana Marfim/TechTudo)

O Redmi 2 só pode ser comprado no site da Xiaomi. A empresa ainda não iniciou sua produção de aparelhos no Brasil e, por isso, adotou uma estratégia diferente: para comprar o smartphone, o usuário deve se inscrever em um “evento de vendas” que ocorre uma vez por semana. Os aparelhos são importados e a venda fica disponível enquanto durarem os estoques.

Tudo Sobre Redmi 2 (Foto: Arte/TechTudo)
Fonte: TechTudo