Ministério da Ciência anuncia novo programa nacional de tecnologia

Ministério da Ciência anuncia novo programa nacional de tecnologia

Visando “promover a capacitação tecnológica em larga escala de pesquisadores e estudantes em tecnologias emergentes”, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações anunciou, na noite da última terça-feira (6) o lançamento de um novo programa nacional, o MCTI Futuro.

Em modelo de parceria público privada, mais de 40 empresas beneficiárias da Lei de TICs (tecnologias da informação e comunicação) e mais de 30 Instituições de Pesquisa Científica e Tecnológica (ICTs) credenciadas ao Comitê da Área de Tecnologia da Informação (CATI) já se juntaram à iniciativa – que contempla cloud computing, inteligência artificial e robótica, dentre outras áreas.

“O futuro pertence ao conhecimento e aos jovens. Milhares deles terão a oportunidade de trabalhar no setor de TICs graças a esse esforço conjunto entre governo, empresas e ICTs. Esta é mais uma forma de transformarmos o conhecimento em produtos e geração de divisas para o país”, disse o ministro Marcos Pontes durante transmissão no canal oficial da entidade no YouTube.

“Modelo inovador e escalável”

Segundo dados de um levantamento realizado pela unidade de inteligência, estudos e pesquisas da Softex, coordenadora do MCTI Futuro, o déficit de profissionais de TI no país deverá superar 408 mil em 2022. Além disso, afirma, o processo de transformação digital, acelerado pela pandemia, tende a reforçar ainda mais a demanda por especialistas em tecnologias emergentes.

Ruben Delgado, presidente da instituição, comemora a chegada do programa, prevista para ocorrer no final do mês de maio. “Trata-se de um modelo inovador e escalável de capacitação, focada tanto no trabalho do futuro como no futuro do trabalho”, defende.

Detalhes adicionais, como quem pode participar, quais são as atribuições de cada uma das partes envolvidas e planos de execução, que contemplarão três anos de ações, envolverão R$ 250 milhões e têm a pretensão de formar 40 mil desenvolvedores e desenvolvedoras, entretanto, não foram divulgados. “É maior programa já existente, que a gente fez”, indica Delgado. “Por enquanto, este é apenas um spoiler do que vai acontecer”, avisa.

Fonte >> Tecmundo

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